O COLUNISTA DIZ...

Laurí Francisco Bernardes

Diretor de relações institucionais do Movimento Socialista de Cultura Darcy Ribeiro do PDT/RS.

Brizola ainda vive

Em um momento em que a política brasileira vive descrédito profundo, são poucos os personagens da nossa história que são lembrados de maneira positiva pela população. Leonel de Moura Brizola, que neste dia 22 de janeiro estaria completando 96 anos de idade, faz parte dessa minoria, respeitada e admirada por sua personalidade e coragem ao defender seus ideais.

No Rio Grande do Sul, quando foi governador, convicto da necessidade das reformas de base, institucionalizou o assentamento de trabalhadores rurais Banhado do Colégio, no município de Camaquã, que se tornou a primeira reforma agrária que deu certo no país, além de criar o maior projeto educacional que se tem notícia no mundo, pois entre 1959 e 1963, os gaúchos viram surgir 5.902 escolas primárias, 278 escolas técnicas, 131 ginásios, que juntos somam 6.302 estabelecimento de ensino.

Em terras cariocas, ao lado de Darcy Ribeiro, construiu mais de 500 Centros Integrados de Educação (CIEPs), que mantinham as crianças o dia inteiro na escola, com atividades no contraturno.

Exilado durante boa parte do regime militar, Brizola chegou a ser candidato à presidência no período da democratização, onde em diversos debates denunciou a influência da Rede Globo no Golpe, e também durante a ditadura, algo que acontece até hoje só que em favor de outros “interessés”. Brizola nos deixou ideais que não podem ser ignorados nem por seus inimigos.

A defesa da educação, da soberania nacional, da cultura, da igualdade, e da democracia. Era um homem a frente do seu tempo, e continua sendo, pois Brizola vive, não só nesta data em que, mas todos os dias quando pensamos nos poucos líderes como Brizola que tivemos, mas que poderemos ter se seguirmos seus passos.

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