O COLUNISTA DIZ...

Jonatan Fogaça

Jonatan Fogaça é metalúrgico, presidente da Comissão Provisória do Movimento Sindical do PDT em Caxias do Sul (RS) e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos local. Enquanto universitário, o pedetista foi coordenador do Centro

Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador de hoje nos remete ao início de tudo. Foi num 1º de Maio de 1886 que trabalhadores de Chicago saíram às ruas para reduzir a jornada de 13 horas para 8 horas por dia. Esses trabalhadores foram massacrados por tiros e bombas, no episódio que ficou conhecido como à Revolta de Haymarket.

Vejam bem: nesta sexta-feira fomos às ruas e um dos motivos é a carga horária de 12 horas que comporta a reforma trabalhista e mais de 100 anos depois temos muitas similaridades porque a luta de classes não muda. Não existe direito adquirido, existe direito conquistado e eles estão, de tempos em tempos, sendo questionados pela classe dominante.

O PDT tem clareza do que significa esse dia. Aliás, nós, trabalhistas, temos moral para, nesse dia, levantarmos nossas bandeiras.

O Trabalhismo brasileiro, ao longo da sua dialética, incorporou teorias radicais sobre os direitos dos trabalhadores. Getúlio Vargas tornou esses direitos inegociáveis, independente da correlação de forças. Os governos desse campo foram cirúrgicos na construção de um país economicamente forte e socialmente justo.

Getúlio Vargas aproveitava a data para anunciar conquistas do trabalhador, como a criação do salário mínimo, em 1940, a Justiça do Trabalho, em 1941, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943. Como marca de João Goulart, ressalto o décimo terceiro salário.

Getúlio era acusado de criar uma República Sindical, já que na obrigatoriedade do imposto sindical ele fortaleceu os sindicatos, inclusive entidades de sua oposição política.

O trabalhista compreende que a luta dos trabalhadores deve ser tratada como uma luta nacional, pois as condições de saúde, educação e moradia são materialmente nacionais ainda que o comunismo veja como internacional. Potencialmente, a classe trabalhadora é o centro da economia e a propulsora do desenvolvimento, o embrião do subdesenvolvimento e, por isso, deve ser educada e qualificada, bem como tratada como prioridade.

Não reconhecemos a intromissão estrangeira, que tenta prejudicar os trabalhadores, e a atitude da burguesia nacional, que não pensa em seu país e refuta o patriotismo.

Nesta data, vamos, sim, proteger aquilo que muitos, incluindo algumas correntes de esquerda, lutaram um dia contra. Defendemos, sempre, os direitos dos trabalhadores e a nossa avançada CLT.

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