13 SEP 16

PRINCIPES RÉPUBLICAINS

A Revolução Francesa, ocorrida entre 1789-1799 trouxe inomináveis consequências para a história da humanidade.

Embalada pelo “La Marseillaise”, composto pelo oficial Claude Joseph Rouget de Lisleem em 1792, foi o hino revolucionário dos sonhos Franceses.

Às armas cidadãos!

Formai vossos batalhões!

Marchemos, marchemos!

Que o sangue impuro.

Ague o nosso arado.

Era o fim da tirania e da horda de escravos, de traidores, de reis conjurados. Nascedouro do conceito republicano, de uma nova era.

“Liberté, Fraternité e Égalité” foram os mantras que levaram os franceses às baionetas, à luta, ao simbolismo representando os vínculos afetivos, culturais, e linguísticos germinaram na concepção da pátria e da criação da república, (derivada do latim “res publica”) que determina a forma de governo em que o Chefe de Estado é eleito pelos cidadãos, ou seja, de forma democrática, onde seus valores republicanos seguem o mantra “Liberdade, Fraternidade e Igualdade”.

Não há constituição de República sem um conjunto de valores que a edifique. Todas as nações civilizadas republicanas seguem um arcabouço valorativo e principio lógico.

A capacidade de emancipação, de ter a possibilidade de desígnio, de decisão, de ajuizar por si mesmo, sem ser constrangido ou obrigado a algo pela consignação natural e social, são as preceitos do conceito mais extenso de liberdade.

Já a ideia de fraternidade de “frater” é aquele que é acolhido e vivido como humano, e do que nós somos parceiros de existência, parceiros de vida, parceiros de tempo, parceiros de pátria.

Falta de diferenças, possuidores do mesmo valor, independentemente de cor, raça, e credo é o que se ambicionou no princípio de Igualdade na Revolução Francesa.

No Brasil, a formação da República não foi por meio revolucionário e de mobilização social, mas impetrando um golpe de Estado que se formara.

Não temos um mantra valorativo ou de princípios, somos guiados por carcamanas elites, que desde as Capitanias Hereditárias, vivem de privilégios e benesses do poder.

Em raros períodos de progresso social e econômico, como na era Vargas, no governo de Jango, ou na significativa distribuição de renda com Lula e Dilma, nossas elites não hesitaram em golpear os princípios Republicanos de democracia.

Entre golpes de Estado armados, ou judicializados, ou parlamentar mesmo, rasgamos constituições, e renegamos a vontade soberana do povo.

Não marchamos para a construção Republicana em sua essência.

Retroagimos enquanto país em nossos direitos e nossas garantias.

Guiados pela deseducação e desculturalização plena, somos levados como manadas e escravos de velhas elites que não compreendem os ideais mais nobres de uma República.

 

Henrique Matthiesen

Formado em Direito pela Faculdade de Americana - SP. Filiado ao PDT desde de 1995, foi vice-presidente da UBEs e presidente Estadual da JS-PDT. Articulista em jornais como “O Liberal em Americana”, “Diário Rio Claro”, “Colaborador Diário da Manhã”, “O estado”, “Gazeta de Toledo”, “Correio de Curitiba” e “Jornal da cidade Bauru”, entre outros.

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