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O racismo institucionalizado no Brasil

Somos mais de cem milhões de afrodescendentes no Brasil, a segunda maior nação negra do mundo, todavia as estatísticas confirmam que o racismo não só existe no país, mas é estrutural e institucionalizado. O mito da democracia racial é real, pois a maioria da sociedade brasileira nega a existência do racismo.

Segundo a ONU, os negros são os que mais morrem por homicídio e os que menos têm escolaridade, salário, emprego e acesso à saúde. Com isso, representam os que morrem mais cedo e tem menor participação no produto interno bruto (PIB). Já no sistema prisional, ocupa a maioria das vagas. Mulher negra? A dramaticidade é a mesma. Exclusão ampliada.

Diante desse cenário, para superar qualquer crise, primeiro devemos identificar o problema para tratá-lo. O racismo brasileiro é velado, ou seja: o mito da democracia racial, que contribui para a estruturação do racismo institucional, permite que o estado faça vista grossa para tal problema, que perdura desde a abolição da escravatura.

A solução não é simples e rápida. O caminho mais seguro se chama educação. Com a implementação de políticas públicas afirmativas, iniciaremos uma caminhada rumo ao progresso dentro de uma cultura complicada. A inserção é fundamental  para o tão necessário empoderamento da população afro, que abre caminho para oportunidades iguais para todos.

O estatuto da igualdade racial, que foi criado para garantir os direitos fundamentais dos afrodescendentes, está presente para ser executado. Nesse sentido, o Movimento Negro do PDT listou prioridades: Educação, Saúde, Cultura e arte, Trabalho e Renda;  Habitação e Saneamento Básico, Esporte e Lazer, Justiça e Segurança, Mídia e Comunicação, Turismo étnico, Relações internacionais, Empreendedorismo e Inserção Política.

É um longo caminho, mas não descansaremos, pois o legado de Leonel Brizola e Abdias do Nascimento garante a motivação por um Brasil melhor. Contamos com você.

Joel Penha

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