09 OCT 17

Para cariocas, Leonel Brizola foi o melhor governador da história do Rio

Resultado de pesquisa comprova a qualidade da gestão pedetista na antiga capital federal

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 9/10/2017 – Diante do caos existente no Rio de Janeiro, o cidadão fluminense é bem claro ao mostrar um fato emblemático: Leonel Brizola foi o melhor governador da história do estado. Esse reconhecimento foi comprovado em uma pesquisa divulgada pelo DataFolha, no último sábado (9).

Segundo o instituto, o pedetista foi citado por 14% dos 812 participantes, sendo o único a superar os 10 pontos percentuais. As entrevistas ocorreram entre os dias 3 e 4 de outubro.

Escolhido governador por duas vezes pelos fluminenses, sendo a primeira gestão entre 83 e 87 e a segunda entre 91 e 94, Brizola obteve resultando ainda melhor no público de 45 a 59 anos (23%). Essa ampliação é resultado da análise de uma fatia da população que pôde acompanhar, efetivamente, a eficiência do governo liderado pelo PDT.

Legado

Com uma trajetória iniciada no Rio Grande do Sul, onde foi deputado estadual (1947 a 1954), prefeito de Porto Alegre (1956 a 1958) e governador (1959 a 1963), Brizola chegou à Câmara dos Deputados pelos votos não só dos gaúchos (1955), mas também dos cariocas, em 1963, a partir do extinto estado da Guanabara. Apesar da vitória, foi cassado pelos militares com o Ato Institucional Nº 1 (AI-1), em 9 de abril de 1964.

Exilado por 15 anos em função da luta contra o golpe e a ditadura das Forças Armadas e considerado o herdeiro do Trabalhismo de Getúlio Vargas e João Goulart, o pedetista revolucionou a realidade de milhões de brasileiros ao priorizar a educação.

“Precisamos inundar o país de consciências esclarecidas”, dizia o gaúcho, que também se candidatou por duas vezes à presidente da República (1989 e 1994), bem como uma vez ao cargo de vice-presidente (1998).

Com os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) desenvolvidos ao lado de Darcy Ribeiro, abriu caminho para um futuro melhor para a nação, mas o desvio dos governos angorás posteriores desmontaram o revolucionário projeto de escola em tempo integral.

“Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”, disse o mineiro Darcy, em uma conferência, em 1982. Hoje, a frase confirma a temerosa perspectiva projetada, há 35 anos, pelo sociólogo e ex-senador do PDT.

Bruno Ribeiro

Secretário de Comunicação da FLB-AP.

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