28 NOV 17

PDT defende integração do campo popular em oficina com PSB, PC do B e PT

Durante encontro, em Brasília, Manoel Dias e Carlos Lupi criticaram retrocessos do governo Temer

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 28/11/2017 – “A esquerda sempre foi, e continuará sendo, a legítima representante do povo brasileiro”, indicou Manoel Dias ao criticar o governo Temer durante a oficina das fundações do PDT, PSB, PC do B e PT que ocorreu hoje (28), em Brasília. No encontro, que debateu as bases de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil, o presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, reforçou a importância da união do campo popular.

Ao exaltar as ações realizadas pelas fundações Perseu Abramo, do PT, Maurício Grabois, do PC do B, e João Mangabeira, do PSB, Manoel Dias, que é o secretário-geral nacional do PDT e presidente da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), reforçou o tom de mobilização ratificado no evento. “A elite tenta, historicamente, nos dividir, mas devemos reafirmar, nesse momento conturbado do Brasil, que estamos unidos para seguir na luta contra o neoliberalismo e os desmandos do governo federal“, indicou.

Carlos Lupi ratificou que a integração permitirá que a nação conquiste, efetivamente, uma democracia sólida. “Esse grupo não pode ficar apenas nesse encontro. Tem que se aprofundar em saídas para o Brasil. Temos que ter muita lucidez, muita tranquilidade e aprender muito com o que já aconteceu no nosso passado, com falta de democracia”, ponderou.

“Hoje, não se precisa de Exército na rua para uma ditadura. Nós vivemos uma ditadura de uma elite que quer retirar direitos e deter os avanços da sociedade”, completou Lupi.

Já Carlos Siqueira, presidente do PSB, analisou a proximidade da realidade atual com os governos militares. “O momento que estamos vivendo é de tal maneira negativo para o povo, que nem mesmo na ditadura, foi tão difícil”, disse, ao completar: “A nossa luta é permanente e as futuras gerações haverão de dar sequência a essa luta”.

Para a presidente do PC do B, Luciana Santos, a disposição das fundações partidárias participantes é representativa e foi confirmada no evento. “São ferramentas fundamentais para os partidos que nós somos, para apresentar saídas e ideias para os impasses contemporâneos do desenvolvimento nacional”, disse.

“Mais do que nunca, nós precisamos beber nessas fontes. É a experiência concreta que pode nos encaminhar. Estamos à disposição para poder, a partir de uma plataforma básica e de um acúmulo teórico de cada partido, fazer uma construção coletiva. Nós acreditamos muito nisso”, acrescentou Luciana.

Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fora da política e da democracia, não há como garantir os direitos básicos da população. A dirigente criticou a reforma trabalhista e classificou a medida como uma das “maiores violências contra o povo trabalhador brasileiros”. “O que estão fazendo com as pessoas é injustificável. É esse desmonte que estamos vivendo no Brasil, das garantias, dos direitos, mas também da democracia brasileira. A inversão de papéis, a judicialização da política, a politizado do Judiciário. A gente nossa criar uma frente de esquerda para eleições livres e democráticas em 2018”, encerrou.

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Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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