05 MAR 18

Taxas de desocupação e informalidade seguem em alta no Brasil

Números desqualificam discurso anunciado pelo governo Temer desde 2016

*Por Bruno Ribeiro

Brasília, 5/3/2018 – As taxas de informalidade e de desocupação no Brasil seguem em níveis elevados, o que ratifica a desqualificação do discurso apresentado pelo governo Temer desde 2016. Segundo o IBGE, os números mostram pouco poder de reação das medidas econômicas organizadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) mensal, a desocupação alcançou 12,2% no período de novembro de 2017 a janeiro de 2018. Já o número de empregados com carteira assinada segue no patamar crítico, com redução de 1,7%. Essa expansão é resultado de outro fator: a consolidação da informalidade.

Os empregados sem carteira (5,6%) e trabalhadores por conta própria (4,4%) sustentaram o crescimento da população ocupada que passa a não contar com as garantias existentes na CLT. No total, 1,8 milhão de pessoas (2,1%) entraram para esse grupo.

Para analistas, em função da crise econômica, o mercado não consegue impulsionar a criação de postos de trabalho de qualidade. Assim, o volume de vagas é apoiado em uma plataforma informal de trabalho.

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Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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