11 MAY 18

Manoel Dias: “Vamos reverter a reforma trabalhista e recuperar o pleno emprego”

Afirmação ocorreu no debate promovido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis (SC).

*Por Bruno Ribeiro

Florianópolis, 11/5/2018 – “O Brasil precisa de reformas, mas o que foi feito na CLT foi um atentado para subtrair direitos do povo“, criticou o ex-ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, ao analisar nessa quinta-feira (10) a situação do mercado durante o debate promovido pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis (SC).

Secretário-geral nacional do PDT, ele comparou a situação dos mais de 13 milhões de desempregados em todo o país com a expansão do sistema financeiro nacional.

“A taxa de desemprego e a rentabilidade dos bancos batem recordes inversos. O país está com o menor índice de trabalhadores com carteira assinada da história e o sistema financeiro alcançou os maiores lucros já registrados: R$ 16,3 bilhões. Isso não pode continuar”, explicou Dias.

“A reforma trabalhista do Temer só prova que o objetivo era precarizar o trabalho e ampliar a informalidade. Nem a ditadura militar teve essa audácia. Mas vamos reverter essa reforma e estancar a sangria de direitos”, garantiu, ao ser aplaudido por centenas de jovens.

Essa realidade, segundo ele, só ratifica o perfil de quem está no poder e o retorno da cartilha neoliberal.

“O que está em jogo são as riquezas nacional e a força do Estado brasileiro. Querem seguir entregando o patrimônio que é do povo. O pré-sal já foi. Agora estão focados na Eletrobras”, listou, ao completar: “As duas últimas décadas de avanços sociais revoltaram quem esteve no poder por 500 anos.”

Para o pedetista, o risco da efetiva ruptura democrática é também real no atual cenário político do Brasil, pois, no voto, a direita não tem mais êxito.

“Já utilizaram o impeachment e não existe limite para essa elite burguesa. Se os cidadãos não abrirem os olhos e ocuparem as ruas, vamos ver a avalanche predatória desse sistema avançar ainda mais”, alertou.

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Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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