06 JUN 18

“Trabalhismo em Diálogo” discute os 30 anos da Constituinte

Realizado no auditório do PDT fluminense, o evento resgatou a participação de pedetistas no processo

*Por Fábio Pequeno

Rio de janeiro, 6/6/2018 – A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) promoveu o debate “Constituição de 88 e a Participação Popular” na última quarta-feira (4/6), no auditório Benedicto Cerqueira, do Diretório Estadual. Coube ao deputado Estadual Paulo Ramos, à época constituinte, e Trajano Ribeiro, explicarem como a “Constituição Cidadã” – assim batizada, por ter sido concebida no processo de redemocratização, iniciado com o encerramento da ditadura militar – cumpriu seu papel de assegurar a estabilidade institucional, de garantir direitos e avanços para a classe trabalhadora.

O deputado Paulo Ramos relembrou todo o processo de elaboração da Constituição, que se iniciou na presidência de Sarney (1986); as eleições para o Congresso Nacional (deputados e senadores) e a formação dos 559 eleitos a Assembleia Constituinte, que, junto com a participação popular, formataram a nova Carta Magna, que traz, em seu artigo primeiro: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”.

“A Constituição é cristalina e óbvia. E o seu primeiro artigo determina os demais. Sem Soberania Nacional, não aos demais direitos. Precisamos defender a todo custo nossa soberania, está em nossas mãos defendermos os nossos direitos”, conclui Paulo Ramos.

Trajano Ribeiro, em sua fala, relacionou fatos históricos de personagens nacionalistas com o momento da constituinte e o atual e explicou o perigo que a democracia passa.

“Todas as vezes que tivemos alguém no poder com a ideia de transformar o Brasil em uma nação soberana, a sociedade foi golpeada. Aconteceu com Getúlio Vargas, quando investiu no petróleo e na classe trabalhadora; com Jango (João Goulart), por conta do seu alinhamento com Getúlio e carisma popular; aconteceu com Brizola, nacionalista ao extremo, que, mesmo por anos sendo alvo de campanhas difamatórias por parte da mídia hegemônica, nunca desistiu lutar para emancipar nosso povo; e agora, mais recentemente, com a presidenta Dilma, tudo pelo alinhamento com a política do pré-sal e do conteúdo nacional da Petrobras”, analisou.

Em suas conclusões, Trajano conclamou: “O momento que vivemos é muito difícil: nossa Constituição é rasgada diariamente; nossa soberania foi usurpada, com esse golpista Michel Temer. Nossas esperanças estão depositadas no companheiro Ciro Gomes – um nacionalista que bebe na fonte de Getúlio, Jango e Brizola. Vamos eleger pra sairmos dessa escuridão que o Brasil se encontra.”

Projeto

O “Trabalhismo em Diálogo” é uma iniciativa da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e tem como meta discutir temas de interesses nacionais, criando um ambiente de caráter progressista na sociedade.

Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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