21 JUN 18

“14 anos sem Leonel Brizola e a atualidade do Trabalhismo”, por Marcelo Barros

14 anos sem Leonel Brizola e a atualidade do Trabalhismo

* Por Marcelo Barros

Há 14 anos o líder trabalhista Leonel Brizola partia para o outro plano. Seus adversários diziam que ” o Trabalhismo estaria indo junto no caixão de Brizola” e que ” Brizola era ultrapassado e que fazia parte de um tempo que precisava ser superado”.

Mas olhando o seu legado, tanto como parlamentar combativo que foi, quanto como Prefeito de Porto Alegre e sendo o único político brasileiro pela via do voto a governar dois estados brasileiros, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro; Brizola possui uma imensa lista de realizações, tão combatidas por seus adversários mas nunca esquecidas.

Como Prefeito de Porto Alegre foi o primeiro prefeito a atacar a mortalidade infantil e a falta de saneamento básico. Fez grandes obras que até hoje, mais de 60 anos depois, influenciam a vida dos habitantes da capital gaúcha.

Como governador do Rio Grande do Sul fez o maior programa de construção de escolas primárias do Brasil. 6.000 “brizoletas”, como eram chamadas pelo povo, escolas públicas no campo e na cidade, fazendo assim que o filho do colono não deixasse a terra ou parasse de estudar. Desde aquela época até hoje o Rio Grande do Sul possui a melhor educação primária do Brasil.

E depois de um exílio, volta ao Brasil depois da ditadura para, contra tudo e contra todos, se eleger governador do Rio de Janeiro por duas vezes. Sua marca foi os CIEPs, os famosos “Brizolões”, escolas públicas de qualidade na favela, com tudo o que as crianças precisavam e nunca tiveram acesso. Do computador ao serviço odontológico. Das aulas de arte, esporte e cursos profissionalizantes as refeições servidas 3 vezes por dia pelo menos aos alunos, e ainda podia repetir e levar pra casa para os pais e a família. Já pensaram se os CIEPs, que a “Famiglia Marinho” dizia que “eram “pensões de pobre” tivessem continuado, quantos meninos e meninas não teriam deixado de morrer em decorrência do tráfico e da violência? Os CIEPs eram as “UPPs do Brizola” mas com uma diferença imensa, suas armas eram lápis e caderno. Simples não?

Enfim, Brizola vive e nunca esteve tão atual como hoje. O Trabalhismo não morreu e estamos firmes como nas palavras dele “Como cavalo na cancha”. É impossível dizer que Leonel Brizola não deixou um legado para o povo brasileiro. Uma vida limpa, sem nenhum escândalo ou condenação por corrupção e obras que até hoje deixam a vida de muitos brasileiros muito melhor. Para a tristeza de seus inimigos…

Marcelo Barros é membro do Diretório Nacional do PDT e ex-secretário nacional de Relações Institucionais da Juventude Socialista.

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Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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