30 NOV 18

Cartilha do PDT com biografia de Prestes é lançada na sede do DIEESE, em São Paulo

A solenidade, promovida pelo Movimento Sindical, reuniu lideranças nacionais

*Por Apio Gomes

A vida e a obra de Luis Carlos Prestes foi lembrada na última terça-feira (27/11), na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), no Centro de São Paulo, ao ser lançada pelo Movimento Sindical do PDT (MS-PDT) cartilha sobre a vida e a obra do histórico líder político editada pelo Centro de Memória da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLP-AP). Prestes, que se afastou e depois foi expulso da direção do Partido Comunista Brasileiro (PCB), morreu aos 92 anos como Presidente de Honra do PDT.

Henrique Matthiesen, do Centro de memória da FLB-AP, responsável pela publicação, agradeceu a Milton Cavalo e Airton Amaral pelo ato de lançamento, frisando que “não é tarefa fácil resgatar a História do Trabalhismo brasileiro”. Segundo Matthiesen, não há nada mais forte do que o Trabalhismo “que desde a Revolução de 30 tem papel fundamental para a compreensão e enfrentamento da luta de classes” no país.

O representante do Centro de Memória relatou como Prestes – comandante da coluna de revoltosos que combateu a República Velha, que percorreu 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil até encerrar as atividades, na Bolívia – se tornou Presidente de Honra do PDT, por aclamação, sob indicação de Leonel Brizola, episódio narrado na cartilha.

– Temos que resgatar para os jovens a história de Prestes; ainda mais neste momento em que as forças mais reacionárias, mais conservadoras do país ganharam as eleições nacionais. Muitos jovens não conhecem Prestes e muito menos sabem que ele foi um quadro especial do partido Democrático Trabalhista e seu Presidente de Honra.

Henrique Matthiesen falou também sobre outras cartilhas já lançadas como as de Neiva Moreira e de Doutel de Andrade, além do próximo lançamento das biografias de outros vultos trabalhistas, como Abdias do Nascimento e Therezinha Zerbini. Detalhou ainda atividades programadas para 2019, como a celebração do centenário de nascimento de João Goulart e os 40 anos do Encontro de Lisboa: marco da refundação do Trabalhismo brasileiro sob a liderança de Leonel Brizola.

A solenidade no DIEESE reuniu lideranças sindicais e políticas, como Frei Chico, irmão do ex-presidente Lula; Nivaldo Santana, dirigente do PC do B; jornalista João Franzin, da Agência Sindical; Airton Amaral, secretário-geral do PDT-SP; Cleides Sodré, presidente da AMT-SP; Carreirinha, presidente da JS-PDT-SP; Sebastião Almeida, ex-prefeito de Guarulhos; Lúcio Maluf, da direção do PDT-SP; e João Carlos Gonçalves Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Cleides Sodré, da Ação da Mulher Trabalhista, a primeira a falar, saudou Cavalo e Henrique Matthiesen pelo ato de lançamento da cartilha sobre Prestes “símbolo da fraternidade entre os trabalhadores” – em sua opinião, um estímulo para enfrentar este momento político que definiu como “delicado e difícil”, devido à eleição de Bolsonaro. “Neste momento em que tanto se fala de novo em comunismo, a cartilha ajuda as pessoas a conhecer a verdade sem distorções”.

Já Nivaldo Santana, dirigente do PCdoB e ex-deputado estadual, também cumprimentou o PDT pelo lançamento destacando a importância de Luís Carlos Prestes “na defesa do Brasil e do socialismo”.

Osvaldo Maneschy, outro orador, também representante da FLB-AP na mesa, destacou a importância para os dias de hoje do relato da página 24 da cartilha, que contém um recorte de jornal sobre o enterro de Luís Carlos Prestes, em que Brizola – a pedido de Prestes, feito pouco antes de ele morrer – tenta convencer Lula, também presente ao enterro, sobre a importância de eles passarem a atuar, unidos, para enfrentar o governo Collor, recém-eleito mas não empossado ainda. Hoje, segundo Maneschy, a história se repete com Bolsonaro. Como a união não se efetivou naquela época – “e deu o que deu” – mais do que nunca a união das forças progressistas se faz necessária: não só para defender o legado de Getúlio Vargas, mas também os avanços sociais dos governos Lula e Dilma.

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Bruno Ribeiro

Secretário Nacional de Comunicação da FLB-AP.

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